Paciente do CER/APAE é bronze nos 50m e 100m livre do Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Brasília

Com apenas 4 meses de treinos, o paciente do CER/APAE, Robson William Alves, de 31 anos, foi bronze nas modalidades 50m e 100m de nado livre do Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Brasília, realizado nos dias 23 e 24 de outubro.

Robson começou a nadar recentemente, após sofrer acidente e amputar uma das pernas. Há aproximadamente 20 dias ele retirou sua prótese no Centro Especializado em Reabilitação (CER/APAE).

“Foi muito bacana participar dessa competição, pois foi a minha primeira vez. Comecei a nadar após 3 meses da amputação, tem somente 7 meses que estou amputado”, conta Robson.

O medalhista relata que quando amputou a perna ficava muito tempo em casa, até que uma amiga indicou os paratletas de Campo Grande, a equipe de natação submersos.  “Quando sofri um acidente, para ocupar a cabeça procurei uma amiga que tem filho com deficiência, ela me influenciou a começar na natação, para não cair em depressão, foi quando comecei a treinar com os submersos, e, agora estou tentando me encaixar no profissional”, explicou Robson.

O Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Brasília teve o maior número de atletas inscritos. Foram 251 competidores de atletismo, halterofilismo e natação, de 31 clubes de 12 unidades da federação. Dentre os inscritos, está o campeão paralímpico dos 50m livre pela classe S11 nos Jogos de Tóquio 2020, Wendell Belarmino.  

Idealizado e criado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocinado pelas Loterias Caixa, o Meeting Paralímpico tem como objetivo promover o desenvolvimento da prática esportiva nos municípios e estados do país, contribuir para o aprimoramento técnico das modalidades em disputa e propiciar oportunidades de competição aos atletas paralímpicos de elite.

Sobre o CER/APAE e a prótese, Robson diz estar satisfeito com o trabalho realizado pela equipe. “É um local muito bom, que tem tudo. Fiz a fisioterapia aquática e logo me encaminharam para a protetização e há 20 dias peguei a prótese. No local tem tudo o que precisamos, gostei do pessoal e da organização”, destacou.

Para o futuro, nosso medalhista de bronze sonha em ter uma carreira profissional na natação e conhecer o seu ídolo, o maior nadador Paralímpico masculino do mundo com 24 pódios e maior medalhista paralímpico brasileiro, Daniel Dias.

“Meu plano é tentar uma carreira profissional, conseguir um patrocínio e mais tempo para treinar, para quem sabe conseguir participar da próxima Paralimpíadas. Também quero conhecer o Daniel Dias para conversar sobre as experiências dele no esporte”, frisou Robson.

Vídeo de uma das competições:

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